Colômbia rechaça ameaças de Donald Trump contra Petro: 'Pare de me caluniar'
'Meu nome não aparece nos arquivos judiciais sobre narcotráfico. Pare de me caluniar, senhor Trump', disse Petro na rede X
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, rejeitou neste domingo e segunda as ameaças e acusações de seu homólogo americano, Donald Trump, contra ele, que afirma, sem apresentar provas, que o líder colombiano é um líder narcotraficante.
“Meu nome (...) não aparece nos arquivos judiciais sobre narcotráfico. Pare de me caluniar, senhor Trump”, disse Petro no domingo na rede X.
Nesta segunda, o líder colombiano, que é ex-guerrilheiro, disse que portará "de novas armas": "Jurei não tocar mais em uma arma desde o pacto de paz de 1989, mas pela pátria tomarei de novo as armas que não queria", disse também no X.
Mais cedo, Trump disse que lhe parecia “boa” uma operação semelhante à da Venezuela na Colômbia, acusou Petro de traficar drogas para os Estados Unidos e afirmou que ele “não vai fazer isso por muito mais tempo”, em uma nova ameaça ao mandatário colombiano.
— Parece bom para mim — afirmou ao ser perguntado a bordo do Air Force One sobre a possibilidade de uma operação militar contra o líder colombiano, que chamou de “homem doente” que “gosta de cheirar cocaína”.
A Chancelaria colombiana classificou as ameaças do mandatário americano como uma “ingerência inaceitável” e pediu “respeito”.
Desde que iniciou seu segundo mandato, em janeiro de 2025, Trump e Petro têm se chocado repetidamente em temas como política tarifária e migração. Colômbia e Estados Unidos, aliados militares e econômicos-chave na região, vivem o pior momento de sua relação bilateral.




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